sexta-feira, outubro 30, 2015

kona!

Não, não aderi à moda da substituição dos "q" por "k", nem estou a querer proferir um impropério referente a um órgão genital, a +Kona Bicycle Co. é uma marca de bicicletas, (é também uma região do Hawai) e acabou por ser, por inúmeras razões, a marca da bicicleta que adquiri recentemente (sim, tenho uma mente ordinária).
A Kona Splice é vendida como sendo uma crosstrail (um cruzamento entre uma bicicleta de estrada e uma de todo-o-terreno... ou algo do género) e tem servido como desculpa para... sair do sofá e fazer... exercício (como se estivesse gordo!), e hoje, fui dar uma volta!
Percorri cerca de 23km durante quase hora e meia (uma média vergonhosa!) mas estes 23km foram cheios de "aventuras", ora vejamos...
  • Um simpático obstáculo com uma carrinha de mudanças decidiu entrar na rotunda mesmo à minha frente, fiz o sinal universal do "és um zé-tolas", porque gritar não servia de nada, nem tinha fôlego para tal, e, logo um simpático condutor (ao qual, infelizmente, não tive oportunidade de agradecer) deu uso da sua buzina e reclamou por mim.
  • Uma simpática condutora, decidiu que entrar na via onde eu circulava (tendo eu prioridade) era uma boa ideia, tinha espaço e tal, esqueceu-se de duas coisas, ter em consideração a velocidade a que me deslocava e olhar para o lado contrário. Se tivesse olhado para o outro lado, teria visto um carro parado em segunda fila. Assim, entrou à minha frente e... parou, quem vier atrás que se aguente... neste caso, que (quase) se espete na traseira!
  • Parado num semáforo, porque há um código da estrada para cumprir, vejo um ciclista passar o vermelho... enquanto lhe largava uma boa meia-dúzia de impropérios pelo comportamento, apercebo-me de uma mota (uma Honda NC qualquer-coisa X) que se aproximava passando pelos automóveis parados, peguei na bicicleta e cheguei-a para o lado para lhe facilitar a passagem. Um obrigado e um polegar foi o que recebi em troca... já tinha ganho o dia (os motociclistas nunca me deixariam mal)! Verde, percorrem-se 50 metros e novo semáforo vermelho, lá estavam todos os carros e a mota, em primeiro no sinal, chegando-se à frente para me dar algum espaço para passar "agora sou eu que agradeço" disse-lhe enquanto lhe devolvia o polegar.
  • Aquando do regresso, fiz uma paragem extra para pedir informações, tive que entrar, com a bicicleta pela mão, dentro de um edifício de portas de vidro para me deslocar à recepção, logo um segurança se levantou ao ver-me entrar... senti-me quase um criminoso por não ter um cadeado para prender a bicicleta no exterior, a primeira, bem como a última, frase que tive que dizer foi "peço desculpa por entrar com a bicicleta".
  • A volta pode ser dividida em duas partes, a ida e o regresso (dah!) e, o regresso, coincidiu com a hora de ponta... nunca fui tão ultrapassado na minha vida como hoje! Até fui ultrapassado por um pápa-reformas a subir (a descer acho que ele é que não tinha hipótese)! Mas em contrapartida... deu-me um gozo enorme passar por todos os que me ultrapassavam quando chegava a um semáforo... isto das duas rodas tem as suas vantagens... seja a pedal ou a motor!
  • Algures quase no fim do trajecto, num local onde o piso era bastante irregular (os buracos ainda tinham um pouco de alcatrão) mas em descida, consegui aperceber-me que, o automobilista que me seguia, optou claramente por não me ultrapassar (tinha espaço e visibilidade para o fazer) deixando-me corrigir a trajectória para evitar os buracos, os carros estacionados em segunda fila e tudo o mais que naquela rua acontece. Se bem me apercebi, mais fiz questão de lhe agradecer o cuidado e atenção para com a minha pessoa (ele retribuiu o gesto com o levantar da mão ao passar alguns metros mais adiante, eu sabia que ainda existem automobilistas conscienciosos).
Não percam o próximo episódio... porque nós, também não!
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